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Associação Brasileira de Criadores de Ile de France - ABCIF
  Histórico
 

A Origem e a História da Magnífica Raça Ile de France

Na época despertavam interesse os merinos espanhóis de qualidade laneira superior, o que fez com que, sob o reinado de Luís XVI e mais tarde Napoleão I, fossem importados da Espanha esses merinos, que aos poucos absorveram e simplesmente substituíram as populações ovinas acima descritas.

A França deve a Luiz XVI a formação experimental de Rambouillet, pela aquisição em 1784 dos domínios do Duque de Penthiévre, que levam este nome. Para lá foram levados 366 exemplares de merino Espanhol, desenvolvendo-se o trabalho de formação do Rambouillet, raça francesa de enorme importância no desenvolvimento dos merino em todo o mundo e também aquela que substituiu, predominantemente, os ovinos existentes na bacia parisiense ao final do século XVIII e início do XIX.

Entretanto progressivamente a concorrência no mercado de lã exercida pelos grandes rebanhos do Hemisfério Sul (Austrália, Argentina e África do Sul), bem como a procura crescente de carnes decorrente do desenvolvimento dos núcleos populacionais e paralelamente do poder de compra dos consumidores, fizeram com que os criadores, sem abandonar a produção laneira, se dedicassem a melhorar a produção de carne de seus animais merinos.

Surgiram assim nos meados do século XIX os merinos precoces, alguns desenvolvidos por seleção direta do Rambouillet e outros através de cruzamento com raças inglesas após o levantamento do bloqueio continental estabelecido pela Inglaterra no segundo período napoleônico.

Merinos Espanhóis

Na época despertavam interesse os merinos espanhóis de qualidade laneira superior, o que fez com que, sob o reinado de Luís XVI e mais tarde Napoleão I, fossem importados da Espanha esses merinos, que aos poucos absorveram e simplesmente substituíram as populações ovinas acima descritas.

A França deve a Luiz XVI a formação experimental de Rambouillet, pela aquisição em 1784 dos domínios do Duque de Penthiévre, que levam este nome. Para lá foram levados 366 exemplares de merino Espanhol, desenvolvendo-se o trabalho de formação do Rambouillet, raça francesa de enorme importância no desenvolvimento dos merino em todo o mundo e também aquela que substituiu, predominantemente, os ovinos existentes na bacia parisiense ao final do século XVIII e início do XIX.

Entretanto progressivamente a concorrência no mercado de lã exercida pelos grandes rebanhos do Hemisfério Sul (Austrália, Argentina e África do Sul), bem como a procura crescente de carnes decorrente do desenvolvimento dos núcleos populacionais e paralelamente do poder de compra dos consumidores, fizeram com que os criadores, sem abandonar a produção laneira, se dedicassem a melhorar a produção de carne de seus animais merinos.

Surgiram assim nos meados do século XIX os merinos precoces, alguns desenvolvidos por seleção direta do Rambouillet e outros através de cruzamento com raças inglesas após o levantamento do bloqueio continental estabelecido pela Inglaterra no segundo período napoleônico.

Importações e Cruzamentos

A partir de 1816, diversos criadores cogitavam sobre a possibilidade de importar reprodutores ingleses das raças New Leicester ou Dishley. Realizadas as importações, cruzamentos foram efetuados entre estes animais e os merinos dos rebanhos da Ile de France (bacia parisiense), com o objetivo de associar as qualidades carniceiras do Dishley às aptidões laneiras do merino. Estes cruzamentos, já então dirigidos por Auguste Yvart, inspetor geral das granjas de criação ovinas do estado e professor da Escola Nacional de Alfort, se intensificaram a partir de 1832, dando origem a produtos de conformação correta e com boa potencialidade em termos de precocidade e véu.
A primeira venda de carneiros cruzados e selecionados em uma fazenda do estado próxima de Alfort (Charentonneau), efetuou-se sob o nome da raça de Alfort.
As operações de mestiçagem e seleção realizadas neste rebanho continuaram em seguida no departamento de Pas-de-Calais (granja Montcavrel), com a introdução de sangue Merino-Mauchamp, de lã sedosa, para melhorar a qualidade do véu.
A raça de Alfort participou já em 1843 da Exposição de Chicago, nos Estados Unidos da América.

Em 1879 o rebanho em questão foi transferido para a Escola Nacional de Agricultura de Grignon, quando por longo tempo a raça passou a denominar-se tanto de Grignon como Merino-Dishley (até 1922).

Entretanto, já em 1865 os animais mestiços provenientes dos rebanhos do estado ou produzidos por criadores, se disseminaram num número crescente de criações da Bacia Parisiense, adaptando-se tanto ao sistema de manejo das fazendas como aos objetivos de produção de lã e carne de seus proprietários.

Para situar a importância do efetivo ovino nas criações da Bacia Parisiense nessa época, é necessário lembrar que a França possuía um rebanho três vezes mais numeroso que hoje (em 1840 - 32.150.000 cabeças, em comparação com os 13.000.000 em 1984) e que ele estava localizado principalmente na metade Norte do país.
Nestas condições a raça Ile de France começou a confirmar suas qualidades a cada exposição, tanto na França como em um grande número de países vizinhos e de ultra-mar.

Consolidação da raça

Desde 1900 os cruzamentos com as raças de origem desapareceram e depois deste ano com exceção de uma infusão momentânea, lá por 1920, de sangue Merino Contentin para branquear as mucosas dos animais, a seleção do Dishley-Merino se efetuou em raça pura.

Os criadores mais entusiasmados, sob o impulso do Professor A. M. Leroy, criaram em 1º de fevereiro de 1922 o Sindicato dos Criadores da raça de Grignon, assim como o Flock-Book. Estabeleceram o nome da raça Dishley-Merino, que logo em seguida foi modificado com a fundação em 23 de fevereiro de 1923 do Sindicato de Criadores da Raça Ile de France (presidido pelo Sr. Boisseau), considerando o nome da região em França onde se desenvolveu a mesma.

Assim constituído, o Flock-Book Ile de France definitivo, em seus estatutos e regulamento, foram estabelecidos seus objetivos, bem como os meios para alcançá-los. Foi definido o standard da raça, os meios de inscrição nos livros genealógicos, controle de coberturas e nascimentos e outras normas, com elevado grau de disciplina que permite hoje em dia aos criadores o benefício de uma rica experiência em termos de memória.

Em 1933 sob a influência do Professor A. M. Leroy, então Secretário do Flock-Book, a Ile de France começou o seu controle de performances zootécnicas. Em 1968, adotou a associação um esquema coletivo de testagem de carneiros, na descendência, amparada por uma central de testagem. Em 1972 foi inaugurada a central de Verdilly e a partir de então estocado o sêmen congelado dos melhores carneiros provados, de acordo com um programa de melhoramento genético desenvolvido em colaboração com o Instituto Nacional de Pesquisa Agronômico (INRA).

Ao longo do século 20, a criação da raça Ile de France no seu país de origem sofreu alterações decorrentes da conjuntura econômica local e mundial. Até 1950 continuou a ocupar esta raça a região da qual leva o nome, predominantemente, visando-se com sua exploração além da produção de carne e lã o aproveitamento de dos restos de cultura de cereais.

A partir de então, pela elevação dos custos de mão-de-obra em pecuária, e a intensificação do uso da terra com objetivos agrícolas, praticamente foram deslocados os ovinos de qualquer área onde pudesse chegar um trator.
Reduziu-se então o efetivo da raça, intensificaram-se os métodos de produção da mesma, difundindo-se a partir de 1955 para regiões dedicadas à criação em pastoreio, especialmente na região Nivernesa.

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